O canadense Howard M. Resh é um dos precursores da hidroponia no mundo, iniciou esse segmento em 1970. Seu trabalho resultou em variadas publicações sobre o tema, incluindo o livro Hydroponic Food Production.
O Ecológicasblog retirou exclusivamente algumas perguntas da entrevista realizada pela Revista Hidroponia. Veja a seguir:
Quais os países mais avançados em termo de tecnologia e área ocupada por hidroponia? Quais os aspectos mais relevantes para que atingissem esse patamar de desenvolvimento?
O país mais avançado ainda é a Holanda que possui cerca de 10 mil hectares de estufas com produção de hortaliças hidropônicas. Canadá e Estados Unidos têm importado muito da tecnologia holandesa de estruturas para estufas e de sistemas hidropônicos. O aspecto mais importante é o mercado para o produto, que deve sempre receber um valor agregado pela sua alta qualidade.
De forma geral, quais os principais problemas encontrados pelo produtores de hidroponia em pequena e larga escala?
O grande desafio é o alto valor do investimento inicial necessário e a agregação de valor ao produto na comercialização.
Em um país tropical como o Brasil, que dispõe de bastante terra cultivável e água para ser utilizada na cultura convencional, a hidroponia é um bom negócio?
Utilizando uma estrutura que impeça a chuva de atingir a área de cultivo, o sucesso da hidroponia em áreas tropicais tende a aumentar em relação à produção de campo. Porém, a hidroponia deve ser considerada apenas em casos onde haja um bom mercado em culturas de um alto valor agregado.
Em sua recente visita ao Brasil, qual sua impressão sobre a hidroponia e que aspectos destacaria para que se atinja maior desenvolvimento e abrangência dessa técnica no país?
Parece que a maioria dos cultivos hidropônicos estão focados em alface, rúcula e algumas ervas. Acredito que possam ser ampliadas para culturas como os tomates, pimentões e talvez pepinos europeus, desde que haja demanda de mercado para produtos de maior qualidade, como esses. Novos métodos hidropônicos utilizando fibra de coco, etc, podem ser introduzidos durante o crescimento das plantas, por exemplo.
Quais as tendências tecnológicas aplicada à hidroponia a médio e longo prazo para a produção de hortaliças no mundo?
As tendências vêm no sentido de minimizar a dependência de uma única fonte de energia pelo uso de recirculação de sistemas hidropônicos para reduzir o uso de água e fertilizantes. Talvez isso aconteça por meio de fontes de energia solar, talvez até pela geração de energia pelo vento, etc. As estufas também irão fornecer mais propriedades de isolamento para reduzir consumo de energia.
Tanto do ponto de vista do produtor, quanto do consumidor, quais as vantagens dos produtos hidropônicos sobre os convencionais?
Como já mencionado, a segurança alimentar é o número um. Nutrição, sabor e o fato de que os produtos são livres de pesticidas sintéticos, são parte disso. Além disso a maior qualidade, somada a um alto valor agregado no mercado, é importante para o sucesso deste tipo de cultura
A defesa do meio ambiente começa conosco,
com nossa saúde, com nossa integridade.
Vamos comer apenas alimentos frescos
e não prejudiciais à nossa saúde
e trabalhar pela oferta de alimentos de boa
qualidade,obtidos sem agredir a natureza.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Principais diferenças entre os cultivos: hidropônico, orgânico e convencional.
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Agricultura
Convencional
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Agricultura
Orgânica
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Hidroponia
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Custo
de Produção
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Baixo
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Alto
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Alto
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Valor
de Venda
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Baixo
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Alto
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Alto
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Impacto
ao Meio Ambiente
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Alto
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Mínimo
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Baixo
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Impacto
à saúde humana
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Geralmente alto
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Mínimo
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Geralmente Baixo
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Aproveitamento
do espaço
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Baixo
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Baixo
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Alto
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| Cultivo convencional |
![]() |
| Cultivo orgânico |
| Cultivo hidropônico |
quinta-feira, 31 de maio de 2012
LOTAÇÃO ESGOTADA
Somos 7 bilhões de pessoas. Chegamos ao limite do nosso planeta? Afinal, quantas pessoas a Terra pode suportar?
Como podemos alimentar, vestir, fornecer água, energia e moradia para tanta gente? Soluções tecnológicas para gerar energia e produzir mais comida. É possível tirar bilhões de pessoas da miséria sem condenar o ambiente? A luta contra as forças de um planeta maltratado. E os esforços para preservar espécies em extinção.
O primeiro episódio da série apresenta soluções encontradas pela China e pelos moradores de Ruanda para garantir o desenvolvimento sustentável das populações. A repórter mostra como os chineses fizeram para controlar o crescimento populacional do país com a política do filho único e, na África, conta a história de Ruanda. O país africano passou por um genocídio étnico em 1994 e conseguiu dar a volta por cima e recuperar a qualidade de vida de seus moradores após o massacre. Através da preservação dos gorilas da Montanha dos Gorilas e do turismo estrangeiro gerado pelo interesse nos animais, eles geram hoje recursos que garantem a sobrevivência da população local.
ASSISTA A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO: http://tinyurl.com/7qa92bl
domingo, 27 de maio de 2012
Diversidade de cultivos na hidroponia
A diversidade de alimentos e codimentos na hidroponia vêm crescendo constantemente.Não é apenas o alface que pode ser produzido, e sim milhares de outros alimentos.Hoje pode ser cultivado desde frutas, legumes até árvores. A jaboticaba é uma grande aposta na hidroponia, o Labhidro aposta nessa diversidade e garante que o desenvolvimento é melhor se comparado na produção em solo.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Agrotóxicos ameaçam a agricultura orgânica
Os agricultores orgânicos de Capanema, na região Sul do Brasil, estão indignados. Eles têm produzido soja orgânica durante os últimos vinte anos, mas agora tudo está ameaçado. Suas plantações foram contaminadas por Endosulfan, mesmo eles nunca tendo usado este pesticida.
Capanema está localizada no Sul do Brasil, próximo às mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu. Estes agricultores aboliram o uso de pesticidas desde o início da década de 80, pois observavam que algumas pessoas ficavam doentes após a utilização destes em suas lavouras. Atualmente, mais de 300 famílias de agricultores cultivam suas terras de acordo com padrões de agricultura orgânica. Desta forma, eles ajudam a preservar o rio Iguaçu além da fauna e flora ao seu redor.
Porém, a plantação de soja está contaminada por Endosulfan, e sua classificação como orgânica está sendo questionada.
O que aconteceu? A região do Sul do Brasil tem uso intensivo de pesticidas. O Endosulfan, evapora após a aplicação na plantação e se espalha pelo ambiente, contaminando desta forma as plantações orgânicas, rios e lagos da região.
Durante 2010, as vendas de Endosulfan na região de Capanema quase duplicaram em relação a 2009. A suspeita é que a indústria de pesticidas esteja tentando vender todo seu estoque antes do possível banimento mundial do Endosulfan [e antes do seu banimento no Brasil, já programado pela Anvisa para 2013]. Mesmo sabendo que o Endosulfan é um dos pesticidas mais perigosos disponíveis no mundo.
Fonte: http://pratoslimpos.org.br
domingo, 22 de abril de 2012
Seca causa prejuízos à agricultura.
SECA NO NORDESTE BRASILEIRO
A seca em Sergipe atinge 102,5 mil pessoas e deixa 18 municípios em situação de emergência. Segundo a Defesa Civil Estadual, o município mais afetado é Poço Redondo, com 14,8 mil atingidos.
O abastecimento de água nos locais afetados está sendo feito por meio de caminhões-pipa. Ao todo, 129 veículos levam água para os moradores. A área rural é a mais atingida pela falta de chuva.
A estiagem também atinge outros estados do Nordeste. Em Pernambuco, 28 municípios do agreste e do sertão decretaram situação de emergência. Na segunda-feira (23/4), o governador Eduardo Campos se reunirá, em Aracaju, com representantes do governo local e ministros do governo federal para definir o plano de ajuda aos atingidos.
Na Bahia, são 37 municípios em situação de emergência. A seca atinge 500 mil pessoas na região. Em algumas localidades, o abastecimento tem sido feito por carros-pipa.
ESTIAGEM EM SANTA CATARINA
Segundo a meteorologista Gilsânia Cruz, a previsão não é animadora para o oeste e meio oeste catarinense – regiões mais atingidas pela estiagem. O período que vai até junho ainda deve ser marcado por chuva abaixo da média nessas áreas. A previsão é que do planalto ao litoral, onde há municípios que também sofrem impacto da estiagem, os valores fiquem mais próximos da média climatológica. Em maio e junho, as chuvas diminuem significativamente em relação ao observado em um verão normal.
Hidroponia
A importante vantagem da hidroponia em relação aos outros tipos de culturas que utilizam o solo, é justamente a utilização do solo para a sustentação das bancadas, e não como substrato.Isso evita grandes prejuízos, como estes citados anteriormente, devido à fatores ambientais (seca e estiagem).
fonte: globo rural, em 20/04/2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Por que há necessidade de uma agricultura alternativa?
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| erosão do solo |
Com o uso intensivo do solo, na agricultura convencional, ocorre uma perda da camada fértil (húmus), impossibilitando o cultivo de outras culturas naquele solo.Com isso o produtor rural que antes ali produzia, procura outra área para ser devastada, cultivada e abandonada novamente. Ao abandonar a propriedade e deixar o solo exposto, o agricultor proporciona uma série de fatores que ocasionarão danos àquela região, como por exemplo: o solo fica suscetível a erosão, provocando o assoreamento de rios e lagos promovendo uma mudança da vazão do corpo hídrico.Além desses impactos, existe também a desertificação da área abandonada (isso ocorre geralmente em pastagens para gado), o solo fica compactado, "duro", impedindo de que qualquer raiz penetre e germine.
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| Solo desertificado |
Há uma necessidade de promover e exercer cultivos alternativos para que esses impactos não se tornem ainda mais frequentes.
sábado, 14 de abril de 2012
Matéria sobre Hidroponia
Saúde, desenvolvimento sustentável e produtividade! Saiba mais, assista a matéria da Arte Brasil sobre a hidroponia.
A matéria diz a respeito sobre o que consiste a hidroponia, fomentando todo o processo do cultivo, quais são as vantagens para a saúde e para o meio ambiente e ainda, dá dicas para o cultivo doméstico em pequena escala.
A matéria diz a respeito sobre o que consiste a hidroponia, fomentando todo o processo do cultivo, quais são as vantagens para a saúde e para o meio ambiente e ainda, dá dicas para o cultivo doméstico em pequena escala.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Sistema de Hidroponia Orgânica
Os sistemas hidropônicos orgânicos não apresentam diferenças dos sistemas hidropônicos convencionais em relação à estrutura e o mecanismo do cultivo.Contudo a diferença está na solução de nutrientes.Esta, em vez de preparada a partir de sais minerais industrializados, é preparada a partir de dejectos animais e resíduos vegetais e animais, bio-digeridos em dispositivos conhecidos como Biofiltros e Biodigestores.
Os Biofiltros, beneficiam, através de um processo biológico, águas poluidas com excrementos de peixes, transformando-as numa solução de nutrientes.
Os Biofiltros, beneficiam, através de um processo biológico, águas poluidas com excrementos de peixes, transformando-as numa solução de nutrientes.
Dos biodigestores, obtém-se o Biofertilizante, e a partir dêste, se prepara a solução de nutrientes.
A Hidroponia Orgânica, diferencia-se radicalmente da Agricultura Orgânica.
Primeiro, porque é um sistema hidroponico, e como tal, não utiliza o solo, e segundo, porque produz plantas altamente sãs, e com elevado nível de assepsia.
Uma das características mais importantes da hidroponia orgânica, é a possibilidade que ela nos dá, de montar sistemas ecológicos fechados, onde tudo o que se utiliza é reciclado, não agredindo de modo algum o meio ambiente.
A Hidroponia Orgânica, diferencia-se radicalmente da Agricultura Orgânica.
Primeiro, porque é um sistema hidroponico, e como tal, não utiliza o solo, e segundo, porque produz plantas altamente sãs, e com elevado nível de assepsia.
Uma das características mais importantes da hidroponia orgânica, é a possibilidade que ela nos dá, de montar sistemas ecológicos fechados, onde tudo o que se utiliza é reciclado, não agredindo de modo algum o meio ambiente.
Fonte: http://www.hydor.eng.br
domingo, 18 de março de 2012
PROMIP - Programa de Manejo Integrado de Pragas
O PROMIP ou MIP tem como objetivo a redução do número de pragas na agricultura, através de técnicas como o controle biológico, armadilhas e entre outras.Com a utilização do MIP é possível a redução ou isenção do uso de agrotóxicos nas plantações, minimizando ou evitando assim, a contaminação do solo e do meio ambiente e promovendo uma melhor condição de vida para o agricultor devido a redução da exposição direta com o pesticidas.
Vantagens do Controle Biológico
A redução no emprego de agrotóxicos é uma das principais conseqüências da adoção do controle biológico aplicado, o que contribui diretamente com o estabelecimento de programas de MIP em cultivo protegido de hortaliças e ornamentais. Sabe-se que algumas das vantagens do controle biológico são: menor exposição do agricultor e de seus funcionários durante o manuseio e aplicação de agrotóxicos, redução de resíduos tóxicos nos produtos a serem comercializados e o baixo risco de contaminação ambiental. Porém, na prática o que realmente tem impulsionado a adoção dessa estratégia de manejo pelos agricultores são algumas razões específicas, como por exemplo, o fato das liberações de inimigos naturais serem realizadas mais rápida e confortavelmente do que as aplicações de agrotóxicos, a possibilidade do manejo da resistência de pragas aos agrotóxicos e a isenção de um período de carência entre a aplicação (liberação do inimigo natural) e a colheita, o que é indispensável quando se emprega o controle químico. Um ponto que merece destaque, pois normalmente é questionado e ponderado pelo agricultor durante sua tomada de decisão pela adoção do controle biológico, é o custo de implementação dessa estratégia de manejo. Durante os anos 80, um programa baseado em liberações de linhagens resistentes a agrotóxicos de Galendromus occidentalis em pomares de amêndoas na Califórnia/EUA, rendeu aos agricultores uma economia de aproximadamente US$ 90/ha por ano, sendo que esta redução nos custos de produção foi principalmente devido a menor aquisição de acaricidas. Em cultivo de morango na Florida/EUA o emprego do ácaro predador Phytoseiulus persimilis para o manejo do ácaro rajado reduziu os custos de produção dessa cultura em cerca de US$ 600/ha, quando comparado aos custos com acaricidas. No entanto, normalmente o que se observa em programas de controle biológico estabelecidos em cultivo protegido é que os custos de implementação dessa estratégia tem sido equivalentes ao controle químico.
Vantagens do Controle Biológico
A redução no emprego de agrotóxicos é uma das principais conseqüências da adoção do controle biológico aplicado, o que contribui diretamente com o estabelecimento de programas de MIP em cultivo protegido de hortaliças e ornamentais. Sabe-se que algumas das vantagens do controle biológico são: menor exposição do agricultor e de seus funcionários durante o manuseio e aplicação de agrotóxicos, redução de resíduos tóxicos nos produtos a serem comercializados e o baixo risco de contaminação ambiental. Porém, na prática o que realmente tem impulsionado a adoção dessa estratégia de manejo pelos agricultores são algumas razões específicas, como por exemplo, o fato das liberações de inimigos naturais serem realizadas mais rápida e confortavelmente do que as aplicações de agrotóxicos, a possibilidade do manejo da resistência de pragas aos agrotóxicos e a isenção de um período de carência entre a aplicação (liberação do inimigo natural) e a colheita, o que é indispensável quando se emprega o controle químico. Um ponto que merece destaque, pois normalmente é questionado e ponderado pelo agricultor durante sua tomada de decisão pela adoção do controle biológico, é o custo de implementação dessa estratégia de manejo. Durante os anos 80, um programa baseado em liberações de linhagens resistentes a agrotóxicos de Galendromus occidentalis em pomares de amêndoas na Califórnia/EUA, rendeu aos agricultores uma economia de aproximadamente US$ 90/ha por ano, sendo que esta redução nos custos de produção foi principalmente devido a menor aquisição de acaricidas. Em cultivo de morango na Florida/EUA o emprego do ácaro predador Phytoseiulus persimilis para o manejo do ácaro rajado reduziu os custos de produção dessa cultura em cerca de US$ 600/ha, quando comparado aos custos com acaricidas. No entanto, normalmente o que se observa em programas de controle biológico estabelecidos em cultivo protegido é que os custos de implementação dessa estratégia tem sido equivalentes ao controle químico.
domingo, 4 de março de 2012
Reutilização de Contêineres para o cultivo hidropônico.
Os Contêineres velhos nos Estados Unidos, se transformaram em estufas hidropônicas, que podem auxiliar a produção de alimentos na zona urbana.
A empresa PodPonics ("vagens hidropônicas") com sede em Atlanta nos EUA está buscando um inovador tipo de reciclagem: transformar antigos contêineres em miniaturas de fazendas hidropônicas, capazes de cultivar alimentos em qualquer lugar.
Iniciada em 2010 a PodPonics oferece cerca de 200 quilos de verduras por semana, utilizando seis recipientes convertidos a partir de sucata.Os números relacionados às plantas desenvolvidas nos PodPonics chamam a atenção:
Dan Backhaus, revela os planos futuros do empreendimento: "queremos multiplicar locais com agricultura urbana, e queremos que sejam fontes de comida sustentável, também com um gosto melhor".
Um contêiner inutilizado recebe adaptações e passa a receber até cinco camadas de plataformas de crescimento, onde pés de alfaces são cultivados com suas raízes em água, ao invés de solo.Nutrientes são adicionados conforme o necessário e os bancos de luzes LED brilham acima.
A empresa PodPonics ("vagens hidropônicas") com sede em Atlanta nos EUA está buscando um inovador tipo de reciclagem: transformar antigos contêineres em miniaturas de fazendas hidropônicas, capazes de cultivar alimentos em qualquer lugar.
Iniciada em 2010 a PodPonics oferece cerca de 200 quilos de verduras por semana, utilizando seis recipientes convertidos a partir de sucata.Os números relacionados às plantas desenvolvidas nos PodPonics chamam a atenção:
- Consumo 90% menor de água, relacionado a fazendas tradicionais;
- Não utilizam pesticidas;
- O prazo de colheita até o consumidor é realizado em apenas algumas horas.
Dan Backhaus, revela os planos futuros do empreendimento: "queremos multiplicar locais com agricultura urbana, e queremos que sejam fontes de comida sustentável, também com um gosto melhor".
Um contêiner inutilizado recebe adaptações e passa a receber até cinco camadas de plataformas de crescimento, onde pés de alfaces são cultivados com suas raízes em água, ao invés de solo.Nutrientes são adicionados conforme o necessário e os bancos de luzes LED brilham acima.
Fonte: Revista Hidroponia 3ª Edição
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Por que os alimentos orgânicos têm um custo maior?
O alimento que chega à mesa da maioria das famílias brasileiras é plantado e cultivado à base de insumos industrializados, agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes. Isso vale para aquela salada do almoço, para o arroz com feijão, e para um extenso cardápio de frutas e legumes (sem falar na carne dos animais que se alimentam deles).
Já os orgânicos não recebem nada disso. As técnicas tradicionais de produção são substituídas por um manejo manual e natural. O controle biológico (e não químico) de pragas, o uso do adubo verde e a compostagem evitam a poluição do solo e da água, garantindo o replantio com qualidade.No Brasil, esse tipo de atividade é dominada pela agricultura familiar e vem gerando novas oportunidades no campo, com mais autonomia aos pequenos produtores. Hoje, mais de dez mil pessoas trabalham com orgânicos. Mas o que chama a atenção é que a maior parte da produção (60%) é exportada para Europa, Estados Unidos e Japão.
A Associação de Agricultura Orgânica (AAO) incentiva e dá as primeiras orientações a quem quer fazer a mudança do cultivo tradicional para o orgânico. "Na maioria das vezes, somos consultados porque a pessoa está cansada de lidar com venenos, com agrotóxicos e quer melhorar a qualidade do solo e do meio ambiente."Para ter o selo de produtor orgânico, todo o processo deve estar integrado. É necessário fazer correções no solo e na água. E, durante a fase de adaptação, não pode parar de produzir", explica Márcio Stanziani, secretário executivo da associação.Ele fala que, com o tempo, o agricultor começa a colher as vantagens de ter uma terra mais fértil, com produção maior, sem precisar de insumos químicos e com o aumento da vida útil do solo.
Já os orgânicos não recebem nada disso. As técnicas tradicionais de produção são substituídas por um manejo manual e natural. O controle biológico (e não químico) de pragas, o uso do adubo verde e a compostagem evitam a poluição do solo e da água, garantindo o replantio com qualidade.No Brasil, esse tipo de atividade é dominada pela agricultura familiar e vem gerando novas oportunidades no campo, com mais autonomia aos pequenos produtores. Hoje, mais de dez mil pessoas trabalham com orgânicos. Mas o que chama a atenção é que a maior parte da produção (60%) é exportada para Europa, Estados Unidos e Japão.
A Associação de Agricultura Orgânica (AAO) incentiva e dá as primeiras orientações a quem quer fazer a mudança do cultivo tradicional para o orgânico. "Na maioria das vezes, somos consultados porque a pessoa está cansada de lidar com venenos, com agrotóxicos e quer melhorar a qualidade do solo e do meio ambiente."Para ter o selo de produtor orgânico, todo o processo deve estar integrado. É necessário fazer correções no solo e na água. E, durante a fase de adaptação, não pode parar de produzir", explica Márcio Stanziani, secretário executivo da associação.Ele fala que, com o tempo, o agricultor começa a colher as vantagens de ter uma terra mais fértil, com produção maior, sem precisar de insumos químicos e com o aumento da vida útil do solo.
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| Selo de certificação do produto orgânico. |
CUSTOS
A produção orgânica exige mais cuidados que a tradicional. Para isso, é fundamental buscar mão de obra especializada, e ela é mais cara. A continha fica simples: os custos mais elevados de produção são repassados ao produto final, e o preço para o consumidor deixa de ser tão convidativo.Compensa o investimento saber que os orgânicos preservam a saúde dos trabalhadores, que deixam de manipular agrotóxicos e venenos.
Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná avaliou dez tipos de alimentos produzidos de forma orgânica. Todos apresentaram maior concentração de nutrientes e minerais, como ferro e selênio, em relação aos mesmos alimentos cultivados de forma tradicional.Como se vê, não é só a saúde do planeta que agradece a produção ecologicamente responsável, a nossa também.
Fonte: Revista Fúcsia - nº4 - 2011 - página 96.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
IMPORTANTE REFLEXÃO
Diante de uma crítica anteriormente lida em um blog, nós do Ecológicas Blog gostaríamos de promover uma breve reflexão sobre a questão abordada nesta crítica cujo tema é alimentação.
A postagem dizia a respeito dos alimentos orgânicos e hidropônicos, enfatizando a crítica ao cultivo hidropônico.Lá dizia que a água utilizada na hidroponia era PURA e os nutrientes dissolvidos de forma balanceada eram anti-natural.
Primeiramente, água pura só é obtida no processo de destilação e a água utilizada na Hidroponia é Potável, já o conceito de anti-natural é uma citação muito delicada.O fato é que os nutrientes que existem no solo são os mesmos utilizados na hidroponia, as únicas variáveis são o substrato e a técnica do cultivo.O blog abordou também críticas sobre a proteção e o controle rigoroso dos alimentos hidropônicos:
"Olhem bem como tratam o seu alimento: como um PRODUTO final. Peraí, alimento não é produto e nem deveria ser visto como tal. Não deveríamos tratar o que nos NUTRI, o que nos AMA, o que nos alimenta, como uma mercadoria que pode ser CONTROLADA RIGOROSAMENTE, cultivada FORA DO SOLO (da nossa Mãe Terra) "
O Alimento só se torna um produto quando ele faz parte de um Processo, no caso da hidroponia o alimento pronto para ser consumido é um produto final sim, pois este passou por um processo de cultivo previamente. O controle rigoroso é um meio para evitar a perda e o desperdício dos alimentos que estão sendo cultivados.
Outro aspecto importante é que não podemos pensar no alimento como apenas uma fonte de nutrição para o nosso corpo, todos os alimentos que ingerimos fazem parte de um processo que utilizam água, fertilizantes naturais ou químicos, agrotóxicos e um substrato (seja o solo ou não).Deve-se pensar na questão sócio-ambiental, na produtividade e lucro para o produtor, saúde para o consumidor e ao respeito para com o meio ambiente e a preservação dos recursos naturais.
A Hidroponia é um técnica de cultivo que estabelece produtividade, economia de água de até 80% ( pois a água é reutilizada), aproveitamento de área, alimento de qualidade e redução ou isenção do uso dos agrotóxicos por ser um cultivo protegido.
O cultivo Orgânico estabelece um equilibrio com a natureza, respeitando os limites dos recursos naturais promovendo a rotação de culturas, a compostagem, a adubação verde, entre outras técnicas.Porém este tipo de cultivo não proporciona maior produtividade, não é possível ainda cultivar uma imensa área com alimentos orgânicos.
Como iremos alimentar 7 bilhões de pessoas no mundo apenas com cultivos limitados? É necessário pensar nas pessoas e não só no meio ambiente.O nosso dever é anexar essas duas questões, de forma que os problemas sejam amenizados, a agricultura convencional degrada áreas enormes até hoje para a produção de alimentos, poluindo rios, nascentes, lençóis freáticos, empobrecendo e comprometendo o solo com a monocultura.
Pense nisso!
domingo, 12 de fevereiro de 2012
As vantagens da Hidroponia
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| Rúcula hidropônica - Calderaro - SP |
A alface é a mais cultivada, mas pode-se encontrar: brócoli, feijão-vagem, repolho, couve, salsa, melão, agrião, pepino, beringela, pimentão, tomate, arroz, morango, forrageiras para alimentação animal, mudas de árvores, plantas ornamentais, entre outras espécies.
Quais as vantagens para o consumidor?
Já que o cultivo é feito longe do solo, as plantas não tem contaminantes desse meio, como bactérias, fungos, lesmas, insetos e vermes. As plantas são mais saudáveis, pois cresceram em um ambiente controlado procurando atender as exigências da cultura. Todo produto hidropônico é vendido embalado, não entrando em contato direto com mãos, caixas, caminhões, etc. Devido ao cultivo em ambiente fechado, o ataque de pragas e doenças é quase inexistente, diminuindo ou anulando a aplicação de defensivos. Pela embalagem você pode identificar: marca, cidade da produção, nome do produtor ou responsável técnico, características do produto e telefone de contato. Os vegetais hidropônicos duram mais na geladeira. A única possível desvantagem pode ser o preço: maior em alguns poucos centavos.
Quais as vantagens para o produtor?
Quais as vantagens para o produtor?
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| Sítio NP 66 localizado em Joinville - SC. |
O trabalho é mais leve e mais limpo. Não precisa realizar operações como: aração, gradeação, coveamento, capina. Não há preocupação com rotação de culturas. A produtividade e uniformidade da cultura é maior. Maior qualidade e aceitação do produto. Sem desperdício de água e nutrientes. Redução de pulverizações. Pode ser realizada em qualquer local, mesmo onde o solo é ruim para a agricultura.
Fonte: www.portalverde.com.br
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Redução do uso de Defensivos na Hidroponia
No dia 31 de janeiro deste ano realizamos uma visita no Hidropônico Calderaro localizado em Capão Bonito - SP, a fim de conhecer a fundo o processo de uma das 3 maiores produções hidropônicas do Brasil e a maior do estado de São Paulo.
Fomos muito bem recepcionados por Luiz Fernando Calderaro, um dos dois sócios e um dos responsáveis pela produção que possui 60 mil metros de plantação com mais de 30 variedades de folhosas.
Luis Calderaro nos explicou que deve-se ter muita dedicação, um bom clima e luminosidade para o plantio hidropônico.
No Hidropônico Calderaro a matéria orgânica é evitada, há a redução de 80% do uso de agrotóxicos em relação a agricultura convencional e o cultivo é feito de forma protegida.
Para contribuir com a redução dos agrotóxicos, é adotado o MIP (Manejo Integrado de Pragas) ou PROMIP (Programa de Manejo Integrado de Pragas), processo que é feito com garrafas pets, água com tinta xadrez e cola. A água com tinta (amarelo ou azul) é colocada dentro da garrafa pet, e a cola é passada por fora da garrafa. A garrafa fica em cima das hortaliças, fazendo com que os insetos sejam atraídos para esse local, pois eles confundem a cor amarela e azul com flores.
Fomos muito bem recepcionados por Luiz Fernando Calderaro, um dos dois sócios e um dos responsáveis pela produção que possui 60 mil metros de plantação com mais de 30 variedades de folhosas.
Luis Calderaro nos explicou que deve-se ter muita dedicação, um bom clima e luminosidade para o plantio hidropônico.
No Hidropônico Calderaro a matéria orgânica é evitada, há a redução de 80% do uso de agrotóxicos em relação a agricultura convencional e o cultivo é feito de forma protegida.
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| Processo conhecido como MIP ou PROMIP. |
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Agrotóxico: Histórico do veneno
Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como "defensivo agrícola".
O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas.O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele como todos os compostos organoclorados é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.
No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a "revolução verde", que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.
A "revolução verde" chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.
Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Hoje, 1/5 das crianças não ingerem a quantidade suficiente de calorias e proteínas que necessitam. E cerca de 2 bilhões de pessoas terceira parte de humanidade sofrem de anemia. A cada ano 30 milhões de pesssoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica.
A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.
A degradação do meio ambiente tem conseqüências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.
O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas.O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele como todos os compostos organoclorados é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.
No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a "revolução verde", que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.
A "revolução verde" chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.
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| Ibama impede uso de agrotóxico para desmatar 3 mil hectares em Novo Aripuanã no AM os galões continham material agrotóxico escondidos no meio da mata. |
A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.
A degradação do meio ambiente tem conseqüências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.
Esse é o Brasil que queremos? Cuide da sua saúde, colabore com o meio ambiente!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Agrotóxicos e seus efeitos sócio-culturais
O Brasil é um país de território extenso e possui várias pequenas propriedades, os agricultores geralmente recebem pouca ou nenhuma informação sobre a utilização dos agrotóxicos e consequentemente sobre a sua periculosidade.
Estudos recentes nos Estados Unidos mostram que várias doenças graves têm origem na dieta alimentar, sendo os resíduos de pesticidas presentes no alimento um dos responsáveis por uma percentagem delas.
Entre 2001 e 2004 o PARA (PROGRAMA DE ANÁLISES DE RESÍDUOS E DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS) analisou 4 mil amostras de alimentos.Foram detectados irregularidades no uso de agrotóxicos.Foi encontrado algum tipo de problema em 28% delas.Entre as amostras irregulares 83% dos desvios foram referentes ao uso de produtos não autorizados para determinada cultura.Nos 17% restantes os problemas estavam na quantidade se resíduos de agrotóxicos acima dos níveis permitidos pela legislação.
Devemos repensar antes de consumir os alimentos. Sejamos conscientes, a natureza nos agradece e a nossa saúde também.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Agricultura Moderna X Meio Ambiente
A produção de alimentos é um dos maiores desafios do mundo moderno. A agricultura hoje produz alimentos para uma população estimada em 7 bilhões de pessoas em todo o planeta.
O crescimento populacional excessivo tem feito com que o ser humano consuma quase tudo aquilo que o planeta tem para oferecer. Com uma população tão grande, é quase utópico imaginarmos uma produção de alimentos suficiente e sem impacto algum.
Os impactos causados pelo ser humano são muitos, mas é possível reduzi-los. O ideal é que daqui a algum tempo, os nossos estudos e pesquisas consigam descobrir uma forma de produzir alimentos de forma eficiente e sem impactos no meio-ambiente.
Impactos gerados pela agricultura:
Para que possamos buscar solução aos problemas do mundo moderno, precisamos conhecer ao menos os maiores impactos causados pela atividade de maior impacto no meio ambiente: a agricultura.
Desmatamento – a derrubada da vegetação nativa, inevitável devido ao crescimento populacional demasiado, vem sendo a causa dos maiores impactos ambientais.
Erosão – é a perda de solo causada pela associação do uso incorreto do solo associado com as chuvas e ventos. Essa perda está retirando todas as camadas superiores do solo, chegando até as rochas, tornando o solo não-agricultável. Além disso, a terra que escorre com as chuvas, soterra rios e lagos, comprometendo sua vazão e qualidade da água.
Perda de biodiversidade – as espécies formadas durante muitos milhares de anos estão simplesmente desaparecendo com o desmatamento. Essas espécies podem ser necessárias para a produção de medicamentos no futuro.
Esgotamento da água doce – muito se enganam os que pensam que o consumo doméstico gera os maiores gastos de água. Mais de 60% da água doce é utilizada na irrigação de campos agrícolas.
Poluição atmosférica – por mais que a produção de material vegetal capture carbono da atmosfera, o carbono liberado por atividades relacionadas supera a quantidade capturada. Esse carbono é liberado pela queima de diesel dos tratores, produção de fertilizantes e defensivos agrícolas, além da decomposição de restos de cultura.
Poluição de águas – o uso descontrolado de adubos e defensivos agrícolas vem causando sérios problemas de contaminação de águas por resíduos e materiais lixiviados no solo, que podem causar problemas inclusive com a eutrofização e contaminação de águas potáveis.
Desertificação – O uso inadequado do solo, hoje liderado pela produção de gado e outros animais, vem desgastando os solos de forma espantosa, tornando-os quase totalmente inférteis. Isso vem fazendo com que quase nenhuma planta consiga sobreviver em muitas dessas áreas, tornando-as desertas. Esse processo, infelizmente, é irreversível.
Comprometimento de mananciais – o avanço da agricultura sobre as matas nativas causa destruição das nascentes, por soterramento, impermeabilização, entre outros fatores.
Geração de resíduos – a produção animal é uma das maiores causas da geração de resíduos, principalmente devido às fezes animais geradas em animais criados em confinamento. As fezes dos porcos (chamadas de chorume de porco), as fezes de frango (chamadas de cama de frango), entre outras, estão dentre as principais poluidoras de ambientes rurais.
Existem muitos outros impactos ambientais que a agricultura, assim como toda permanência do homem, causa. Conhecendo esses problemas, busquem novas soluções para nosso futuro. O nosso planeta depende disso.
Fonte: Cultivando.com.br
sábado, 28 de janeiro de 2012
"Quem poderá nos salvar?"
Os biomas - não só os nacionais como os do mundo inteiro - correm grande risco e sofrem perdas enormes devido à exploração feita pela agricultura tradicional.
O crescimento populacional tem como uma de suas consequências inevitáveis o aumento da demanda por alimentos. Devido a isso, deve haver busca constante por novas maneiras de cultivo e aprimoramento das já existentes. É necessário que, concomitantemente ao desenvolvimento humano (que exige uma vida plena, sem fome e todos podendo usufruir de seus direitos), a Natureza possa seguir seu curso livre, sem ser prejudicada.
Mais que uma luta pelo Meio Ambiente, um compromisso Sócio-Ambiental.
Quem poderá defendê-los? Nós mesmos, escolhendo com consciência e cautela o que colocamos em nossas mesas.
(Imagens extraídas de http://olheosmuros.tumblr.com/ )
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Compostagem: uma maneira natural de reciclar as plantas e nutrir o solo.
O que é um composto?
É uma substância semelhante ao solo, resultante da decomposição de matérias orgânicas.A compostagem é uma maneira natural de reciclar as plantas e estrumes de animais, fácil e barata.Só é preciso tempo, algum espaço na horta, acesso a materiais de desperdício que se decomponham facilmente e água.
A compostagem leva cerca de 3 meses.
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| Compostagem em campo. |
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| Compostagem doméstica |
A compostagem pode ser realizada tanto em grandes volumes como em pequenos (compostagem doméstica).
Proporção
A proporção de composto relativamente ao solo depende da fertilidade do solo, mas considera-se que 10% de composto é o mínimo, 30% a quantidade ideal e 50% o máximo para a plantação de arbusto e de árvores.
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